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Portugal nos séculos XV e XVI
A CONQUISTA DE CEUTA
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Assinada a paz com Castela, em 1411, D. João I procurou resolver os problemas económicos do reino. Em 1415, uma poderosa armada comandada por D. João I tomou a cidade de Ceuta, onde desembocavam as rotas do ouro e das especiarias. A conquista de Ceuta marca, assim, o início da Expansão. |
![]() | ![]() Partida da armada para a conquista de Ceuta |
Contudo, a conquista de Ceuta não teve os resultados que se esperavam, porque os Mouros desviaram as rotas comerciais para outras cidades do Norte de África.
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AS CONDIÇÕES FAVORÁVEIS À EXPANSÃO MARÍTIMA Portugal apresentava boas condições para a expansão marítima: - Uma costa extensa; - Um povo habituado ao mar ( pescadores, marinheiros, piratas); - Um período de paz; - Bons portos naturais. |
O MAR TENEBROSO Foi, por isso, uma grande e corajosa aventura os descobrimentos marítimos que os Portugueses iniciaram no século XV. | ![]() |
AS MOTIVAÇÕES DOS VÁRIOS GRUPOS SOCIAIS
![]() | Tanto o rei como todos os grupos sociais estavam interessados nos Descobrimentos:
O rei pretendia resolver os problemas económicos do reino; |
O
A nobreza queria obter novos cargos e terras.
O povo pretendia melhorar as suas condições de vida.
AS PRIMEIRAS VIAGENS
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![]() Caravela | A ARTE DE NAVEGAR As viagens ao longo da costa africana realizaram-se primeiro em barcas e barinéis, depois em caravelas. As caravelas eram navios ligeiros, rápidos, capazes de navegar em todas as águas e com todos os ventos. As suas velas triangulares permitiam-lhes bolinar, ou seja, navegar com ventos contrários. A vela triangular tomou o nome de vela latina. |
Para se orientarem no mar alto, os navegadores praticavam a navegação astronómica.
![]() | ![]() Astrolábio |
A PASSAGEM DO CABO DA BOA ESPERANÇA
![]() | D. João II, apercebendo-se das grandes riquezas da costa africana (ouro, escravos, marfim) deu grande impulso às descobertas marítimas, passando a dirigi-las. O grande objectivo era descobrir a passagem para o Oceano Índico para alcançar a Índia - local de origem das especiarias. Foi Bartolomeu Dias, em 1488, quem dobrou pela primeira vez o Cabo das Tormentas, depois chamado da Boa Esperança. |
A CHEGADA À ÍNDIA E AO BRASIL
D. Manuel, sucessor de D. João II, continuou a apoiar os Descobrimentos. Em Julho de 1497 partiu de Lisboa uma armada, comandada por Vasco da Gama, com destino à Índia. Depois de cerca de dez difíceis meses de viagem chegou a Calecute, na Índia. Estava descoberto o caminho marítimo para a Índia. De início, os portugueses foram bem recebidos. Porém, os Muçulmanos recearam perder o monopólio do comércio das especiarias e começaram a hostilizar os portugueses. | ![]() |
D. Manuel, em 1500, enviou então uma poderosa armada de treze navios, chefiada por Pedro Álvares Cabral, para impor o nosso domínio no Oriente.
Perto de Cabo Verde, Pedro Álvares Cabral desviou a sua rota para ocidente, de modo a evitar os ventos contrários; chegou então à Terra de Vera Cruz, depois chamada Brasil. Informou o rei, e continuou viagem para a Índia.
O IMPÉRIO PORTUGUÊS NO SÉCULO XVI
Os territórios em África O principal objetivo dos portugueses, em África, era controlar todo o comércio do ouro, malagueta, marfim e escravos. Construíram então, no litoral, feitorias, isto é, armazéns fortificados, dirigidos por um feitor: aí armazenavam os produtos africanos que os indígenas traziam do litoral para a costa e que trocavam por trigo, sal, panos coloridos e bugigangas. | ![]() |
![]() | Os Territórios na Ásia A descoberta do caminho marítimo para a Índia permitiu aos Portugueses passar a comerciar os preciosos produtos do Oriente. Chegavam em maior quantidade e mais baratos, uma vez que não havia intermediários. As naus portuguesas vindas da Índia (Carreira da Índia) chegavam a Lisboa carregadas de especiarias, panos de seda e porcelanas da China, tapeçarias da Pérsia, madeiras exóticas, perfumes... |
Os Territórios na América No reinado de D. Manuel, os Portugueses traziam do Brasil apenas pau-brasil e aves exóticas. Mais tarde, o Brasil foi dividido em capitanias e introduziram-se a bananeira e a cana-do-açúcar. Para promover o desenvolvimento das atividades económicas, surgiu um tráfego muito grande de escravos de África para o Brasil. | ![]() |
LISBOA QUINHENTISTA
No século XVI, Lisboa tornou-se um grande centro de comércio. A situação geográfica de Lisboa permitiu-lhe tornar-se a capital do império português.
- Na Casa da Índia, controlava-se todo o comércio com o Oriente;
- A Rua Nova dos Mercadores era a mais rica e movimentada da cidade.
A vida na corte
D. Manuel deixou o castelo de S. Jorge e foi viver para o Paço da Ribeira.
Na corte faziam-se muitos banquetes, servidos por muitos criados, com alimentos muito abundantes e confecionados com produtos exóticos: “deitavam à toa e em todos grandes quantidade de açúcar, canela, especiarias e gemas de ovos cozidos”.
Vestiam veludos, sedas e outros tecidos vindos do estrangeiro, enfeitados com pedras preciosas e plumas.
Ocupavam o tempo com representações teatrais; serões musicais; danças; passeios pelas ruas da cidade, exibindo grande luxo.

Cultura, Ciência e Arte As viagens das descobertas influenciaram a literatura, as ciências e a arte. Luís de Camões foi o maior poeta da sua época; em “Os Lusíadas”, a obra que o imortalizou, Camões narra a viagem de Vasco da Gama à Índia. O Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém são os dois monumentos mais famosos desta altura. Foram construídos em estilo manuelino, que utiliza na decoração motivos relacionados com os descobrimentos: barcos, cruzes de Cristo, animais exóticos, cordas, conchas…
| ![]() Luís de Camões |
![]() Mosteiro dos Jerónimos | ![]() Torre de Belém |



















